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sábado, 1 de fevereiro de 2014
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À espera do Messias, glórias e vicissitudes do Templo de Jerusalém.Quase seis séculos antes tinha sido arrasado esse edifício. Indispensável fora aproveitar a primeira ocasião para reconstruí-lo. Essa nobre tarefa coube a Zorobabel, chefe da Casa de Davi e antepassado de Cristo (515 a.C.). Entretanto, quão mais grandioso havia sido o esplendor daquele Templo "em sua primeira glória"! - afirmara o profeta Ageu, ao vê-lo reerguido.
Na época de Salomão, a inauguração do Templo havia se dado com pompa e majestade. Logo depois "uma névoa enchera a casa do Senhor, e os sacerdotes não podiam ter-se de pé nem fazer as funções do seu ministério por causa da névoa, porque a glória do Senhor tinha enchido a casa do Senhor. Então disse Salomão: O Senhor declarou que habitaria numa névoa. Eu edifiquei esta casa para tua morada, para teu trono firmíssimo para sempre" (1 Rs 8, 10-13).
Apresentação de Jesus no Templo.jpg
Apresentação do Senhor
Paróquia Santa Maria Hermosa - Veneza
Mas agora, "não parece ele, aos vossos olhos, como uma coisa de nada?" - perguntava Ageu ao povo (Ag. 2, 3).
A consternação se abateu sobre todos os que ouviam a recriminação de Deus pelos lábios de seu profeta. Mas logo suas faces se tornaram mais luzidias do que nunca: "Porque isto diz o Senhor dos exércitos: Ainda falta um pouco, e eu comoverei o céu e a terra, o mar e todo o universo. Abalarei todas as nações, e virá o desejado de todos os povos; e encherei de glória esta casa. .... Minha é a prata, meu é o ouro .... A glória desta casa será maior que a da primeira .... e darei a paz neste lugar" (Ag. 2, 7-10).
O cumprimento da profecia
Quem poderia imaginar a cena na qual a profecia de Ageu se cumpriria? O Templo na glória de sua inauguração, ou na esperança da hora de sua reconstrução, jamais acolheu alguém mais importante: o pró­prio Criador Menino, nos braços de sua Mãe, para ser oferecido ao Pai!
Tem Ele já o pleno uso da razão, apesar de ainda tão criança. Quais teriam sido, então, seus pensamentos ao cruzar o portal daquele sagrado edifício? Grande emoção humana num Coração Infante e Sagrado, que ardia em desejo de se oferecer como vítima expiatória. Já ao ser concebido por obra do Espírito Santo no claustro de sua Mãe, esse ofertório se efetivara. Durante os trinta anos em Nazaré, a vida do Cordeiro de Deus foi uma constante renovação desse ato supremo da entrega de Si próprio em holocausto, que atingiu seu ápice no Calvário. É o que afirma São Paulo: "... entrando no mundo, Cristo diz: Não quiseste sacrifício, nem oblação, mas me formaste um corpo .... Em seguida ajuntou: Eis que venho para fazer, a tua vontade .... Foi em virtude desta vontade de Deus que temos sido santificados uma vez para sempre, pela oblação do corpo de Jesus Cristo." (Hb. 10, 5, 9-10)
Mas foi quando Simeão, representante do povo judeu, tomou o Cristo nos braços para entregá-Lo ao Pai, que a oferenda ganhou um caráter oficial. O sacerdote se uniu a Cristo nesse momento, ou vice-versa? É um belo problema teológico. Com inteira propriedade exclama Frei Luís de Granada:
"Cristo não só se oferece ao Pai, mas por meio de Maria é entregue à Igreja, representada por Simeão. Maria .... nos entrega o melhor que possui. A Santíssima Trindade ratifica essa doação, pois o Pai assim havia disposto, o Filho se oferecera para nosso remé­dio e o Espírito Santo trouxe Simeão.
"Hoje é-nos entregue oficialmente em lugar público o Templo; por pessoa pública, Maria .... Correi, pois .... e aprendei na escola desse Menino como, sendo Deus tão elevado, agradam-Lhe os corações humildes no céu e na terra" (Obra selecta de Fray Luis de Granada, 1.3, c.15, p. 763 e 764).
O ensinamento de Maria Virgem para nós
Quanto à Purificação da Virgem Maria, está ela adstrita à Lei Mosaica (Lv. 12). Nenhum dos requisitos da Lei precisava cumprir Maria. Entretanto assim procedeu a Mater Ecclesiae, para, entre outras razões, ensinar-nos com que amor e carinho devemos seguir as leis da Igreja. Ela fará o oferecimento dos pobres: "um par de rolas, ou dois pombinhos".
"A rola", dirá São Tomás (Summa Theologica, III - q. 37, a. 3), "com seu contínuo canto significa a pregação e confissão da fé; ave casta e solitária, recorda essas duas virtudes. A pomba, mansa e feita de simplicidade, amiga de viver em coletividade, representa a vida ativa; a perfeição, portanto, da comunidade formada por Cristo e seus membros.
Rolas e pombos com seus gemidos nos falam do suspi rar contínuo dos santos pela vida futura. Enquanto a rola solitária significa o gemido da oração sereta, a pomba, animal gregário, geme em público, como a oração da Igreja. Oferecem-se dois animais que simbolizam a Igreja. Oferecem-se dois animais que simbolizam a dupla santidade: a do corpo e a da alma" (ad 2 e 3).
Apresentação do Senhor.jpg
Apresentação de Jesus por Giovanni F de Rimini
Museo-Louvre - Paris
O famoso Beda, anteriormente a São Tomás, já afirmara representar a pomba a candidez, por amar a simplicidade, e a rola, a castidade, porque, se perde sua companheira, não procura outra (in homil. Purificat.)
Simeão, varão de fé e de discernimento
"Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão. Este homem era justo e temente a Deus..." (Lc. 2, 25).
É bem o elogio e a essência correspondentes a um varão santo. São as características de uma ancianidade perfeita.
"... esperava a consolação de Israel ..." (idem).
É muito adequado o comentá­rio de Santo Ambrósio a esse respeito. O velho Simeão não procurava a graça tão-só para si; ele a queria para todo o povo. Compreendia, portanto, dessa forma quão mais importante é a graça para a coletividade do que para uma só pessoa. Era um varão conhecedor do papel relevante da opinião pública.
Era um homem de grande fé. Cria nas promessas de Deus. De grande discernimento, pois sabia ser a libertação do pecado o consolo do povo, e não o mero término das opressões estrangeiras.
"... e o Espírito Santo estava nele" (idem).
É o que se passa com toda alma em estado de graça. Mas, aqui, São Lucas parece querer indicar algo de mais profundo, ou seja, destacar que se trata de um verdadeiro profeta, conforme melhor transparecerá mais adiante, na promessa recebida e no fato de ter sido guiado ao encontro com Jesus e Maria.
"Tinha-lhe sido revelado pelo Espírito Santo que não morreria sem primeiro ver o Cristo do Senhor" (Lc. 2, 26). Não paira a menor dúvida de que se tratava de uma revelação mística e clara.
A promessa de ver a Cristo Jesus também nos foi feita. Para tal acontecer, é necessário imitar Simeão, ser justo, temer a Deus e esperar contra toda a esperança.
"Impelido pelo Espí­rito Santo, foi ao Templo" (Lc. 2, 27).
Tratava-se de uma alma que havia alcançado os píncaros da união transformante. Deixava-se conduzir pelo Espírito. "E levando os pais o menino Jesus, para cumprirem a respeito dele os preceitos da lei..." (idem)
Não nos esqueçamos de que o esposo era senhor e dono de todo fruto de sua mulher. Jesus pertencia a José, e, assim, este era mais que um pai adotivo.
Graça maior do que ter o Menino Jesus nos braços
"... tomou-O nos braços..." (Lc. 2, 28)
Que graça extraordinária! Talvez depois de São José, Simeão tenha sido o primeiro varão a gozar dessa indizível felicidade. Deus lhe deu mais do que prometera.
São Beda assim se expressa sobre esta passagem: "Aquele homem recebeu o Menino Jesus em seus braços, segundo a lei, para demonstrar que a justiça das obras, que, segundo a Lei, estavam figuradas pelas mãos e os braços, devia ser substituída pela graça, humilde certamente, mas revigorante, de fé evangélica. Tomou o ancião o Menino Jesus, para demonstrar que este mundo, já decrépito, ia voltar à infância e à inocência da vida cristã" (Beda, in homil. Purificat.).
Porém, nós ainda recebemos mais do que Simeão, pois, na hora da comunhão, nossa união com Cristo é muito mais íntima. Que Simeão nos obtenha a graça de comungar diariamente como ele mesmo teria gostado de fazê-lo.
EUCARISTIA_.jpg
A nossa íntima união com Cristo através da 
Sagrada Eucaristia é uma graça ainda maior
do que a de receber nos braços o Menino Jesus
"... e louvou a Deus nestes termos: Agora, Senhor, deixai o vosso servo ir em paz" (Lc. 2, 29).
Mais uma vez transparece por suas próprias palavras, a fidelidade desse varão. Certamente suas forças estiveram para abandoná-lo vá­rias vezes. Quais não devem ter sido suas súplicas a Deus para que não falhasse em sua divina promessa? Quantas vezes não terá sido provado: "Será que agora morrerei sem ter visto o Messias?"
Não O vimos, nem O vemos, mas, na Eucaristia, podemos unir-nos a Ele mais intimamente do que Simeão. Que felicidade a nossa!
Um Salvador para todos os povos
"... luz para iluminar as nações, e para glória de teu povo" (Lc. 2, 32)
Sim, as outras nações não haviam recebido a Revelação. A gló­ria cabia ao povo judeu; aos demais devia ser concedido o conhecimento da chegada do Salvador. Nesse momento estavam a caminho os três Reis Magos, que dariam ocasião à manifestação da missão universal do Menino Deus, a Epifania.
"Seu pai e sua mãe estavam admirados das coisas que se diziam" (Lc. 2, 33).
Assim haviam estado ao constatarem as manifestações angélicas e a presença dos pastores na gruta em Belém. A mesma admiração se repetirá na chegada dos Reis do Oriente. Discerniam ambos a glória futura da Civilização Cristã, promovida pelo oferecimento de Jesus.
"Simeão os abençoou e disse a Maria, sua mãe" (Lc. 2, 34)
Cabia-lhe abençoar, pois era da raça de Levi, sacerdote, portanto. É à co-redentora que ele se dirige.
Sinal de contradição, para se revelarem os segredos dos corações
"Eis que este Menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal de contradição" (Lc. 2, 34)
No primeiro livro de suas homilias (hom. 15, De purificatione Beatae Mariae: PL 94, 79-83), São Beda, o Venerável, assim se expressa:
"Com júbilo ouvem-se essas palavras, que exprimem haver sido destinado o Senhor a conseguir a ressurreição universal, conforme o que Ele mesmo disse: ‘Eu sou a ressurreição e a vida; o que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá' (Jo 11, 25).
"Mas quão terríveis soam aquelas outras palavras: Eis que este Menino está destinado a ser uma causa de queda! "Verdadeiramente infeliz aquele que, depois de haver visto sua luz, fica, sem embargo, cego pela névoa dos vícios... porque, segundo o Apóstolo (2 Pd. 2, 21), ‘melhor fora não terem conhecido o caminho da justiça, do que, depois de tê-lo conhecido, tornarem atrás, abandonando a lei que lhes foi ensinada'.
"Contradizem-No os judeus e gentios, e, o que é mais grave, os cristãos que, professando interiormente o Salvador , desmentem-No com suas ações."
"... a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações" (Lc 2, 35).
Continua São Beda:
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Rainha dos Mártires, Nossa Senhora sofreu
com Cristo, por Cristo, em Cristo
Nossa Senhora das Dores,
Igreja de São Jorge, Vigoleno, Itália
"Antes da Encarnação, estavam ocultos muitos pensamentos, mas uma vez nascido na terra o Rei dos céus, o mundo se alegrou, enquanto Herodes ‘se perturbava e com ele toda Jerusalém'. Quando Jesus pregava e prodigalizava seus milagres, enchiam-se as turbas de temor e glorificavam o Deus de Israel; mas os fariseus e escribas acolhiam com raivosas palavras quantos ditos procediam dos lábios do Senhor e quantas obras realizava.
Quando Deus padecia na cruz, riam com alegria nécia os ímpios, e choravam com amargura os piedosos; mas, quando ressuscitou dentre os mortos e subiu aos céus, mudou-se em tristeza a alegria dos maus, e se converteu em gozo a pena dos amigos..." (S. Beda: ut supra).
Ainda hoje e até o Juízo Final, os cristãos, outros Cristos, são "sinais de contradição" e, em função deles, revelar-se-ão os pensamentos escondidos nos corações de muitos.
Maria, co-redentora, e o amor às nossas cruzes
"E uma espada transpassará tua alma" (Lc 2, 35) .
Maria é co-redentora do gê­nero humano. Essa profecia de Simeão, Ela já a conhecia. Mais ainda, estaria gravada em seu espírito até a ressurreição de Jesus. Ela é a Rainha dos Mártires e, desde a Anunciação, sofreria com Cristo, por Cristo e em Cristo.
Nós somos convidados neste trecho do Evangelho a dar um caráter de holocausto às dores que nos forem permitidas pela Providência. Tenhamos amor às cruzes que nos cabem, unindo-nos a Jesus e a Maria nessa grandiosa cena da apresentação. (Revista Arautos do Evangelho, Fev/2002, n. 2, p. 13 à 17)
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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
31 de Janeiro - São João Bosco


oão Melquior Bosco, nasceu no dia 16 de agosto de 1815, numa família católica de humildes camponeses em Castelnuovo d'Asti, no norte da Itália, perto de Turim. Órfão de pai aos dois de idade, cresceu cercado do carinho da mãe, Margarida, e amparo dos irmãos. Recebeu uma sólida formação humana e religiosa, mas a instrução básica ficou prejudicada, pois a família precisava de sua ajuda na lida do campo. 

Aos nove anos, teve um sonho que marcou a sua vida. Nossa Senhora o conduzia junto a um grupo de rapazes desordeiros que o destratava. João queria reagir, mas a Senhora lhe disse: "Não com pancadas e sim com amor. Torna-te forte, humilde e robusto. À seu tempo tudo compreenderás". Nesta ocasião decidiu dedicar sua vida a Cristo e a Mãe Maria; quis se tornar padre. Com sacrifício, ajudado pelos vizinhos e orientado pela família, entrou no seminário de Chieri, daquela diocese. 

Inteligente e dedicado, João trabalhou como aprendiz de alfaiate, ferreiro, garçom, tipógrafo e assim, pôde se ordenar sacerdote, em 1841. Em meio à revolução industrial, aconselhado pelo seu diretor espiritual, padre Cafasso, desistiu de ser missionário na Índia. Ficou em Turim, dando início ao seu apostolado da educação de crianças e jovens carentes. Este "produto da era da industrialização", se tornou a matéria prima de sua Obra e vida. 

Neste mesmo ano, criou o Oratório de Dom Bosco, onde os jovens recebiam instrução, formação religiosa, alimentação, tendo apoio e acompanhamento até a colocação em um emprego digno. Depois, sentiu necessidade de recolher os meninos em internatos-escola, em seguida implantou em toda a Obra as escolas profissionais, com as oficinas de alfaiate, encadernação, marcenaria, tipografia e mecânica, repostas às necessidades da época. Para mestres das oficinas, inventou um novo tipo de religioso: o coadjutor salesiano.

Em 1859, ele reuniu esse primeiro grupo de jovens educadores no Oratório, fundando a Congregação dos Salesianos. Nos anos seguintes, Dom Bosco criou o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora e os Cooperadores Salesianos. Construiu, em Turim, a basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, e fundou sessenta casas salesianas em seis países. Abriu as missões na América Latina. Publicou as Leituras Católicas para o povo mais simples. 

Dom Bosco agia rápido, acompanhou a ação do seu tempo e viveu o modo de educar, que passou à humanidade como referência de ensino chamando-o de "Sistema Preventivo de Formação". Não esqueceu do seu sonho de menino, mas, sobretudo compreendeu a missão que lhe investiu Nossa Senhora. Quando lhe recordavam tudo o que fizera, respondia com um sorriso sereno: "Eu não fiz nada. Foi Nossa Senhora quem tudo fez". 

Morreu no dia 31 de janeiro de 1888. Foi beatificado em 1929 e canonizado por Pio XI em 1934. São João Bosco, foi proclamado "modelo por excelência" para sacerdotes e educadores. Ecumênico, era amigo de todos os povos, estimado em todas as religiões, amado por pobres e ricos; escreveu: "Reprovemos os erros, mas respeitemos as pessoas" e se fez , ele próprio, o exemplo perfeito desta máxima.
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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
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santa bernadete_1.jpgSanta Marie Bernard - Bernadete- Soubirous nasceu em 7 de janeiro, de 1844, no povoado de Lourdes, França. Era a primeira de vários irmãos. Seus pais viviam em um sótão úmido e miserável, e o pai tinha por ofício coletar o lixo do hospital.
Desde pequena, Bernadete teve uma saúde bem delicada por causa da falta de alimentação suficiente, e do estado lamentavelmente pobre da casa onde morava. Nos primeiros anos sofreu de cólera que a deixou muito enfraquecida. Em seguida, por causa também do clima terrivelmente frio no inverno, a santa adquiriu aos dez anos uma asma.
Tempos depois das aparições, Bernadete foi admitida na Comunidade de Filhas da Caridade de Nevers. Em julho de 1866 começou seu noviciado e em 22 de setembro de 1878 pronunciou seus votos, faleceu alguns meses depois, no dia 16 de Abril de 1879.
A vida da jovenzinha, depois das aparições esteve cheia de enfermidades, penalidades e humilhações, mas com tudo isto foi adquirindo um grau de santidade tão grande que ganhou enorme prêmio para o céu.
Em seus primeiros anos com as freiras, a jovem Santa sofreu muito, não somente pela falta de saúde, com também por causa da Madre superiora do lugar que não acreditava em suas doenças, inclusive dizia que coxeava a perna, não pelo tumor que tinha, mas para chamar a atenção.
Em sua comunidade, a santa dedicou-se a ser enfermeira e sacristã, e mais tarde, por nove anos esteve sofrendo ma dolorosa doença. Ao chegar-lhes os agudos ataques exclamava "O que peço a nosso Senhor não é que me conceda saúde, mas que me conceda valor e fortaleza para suportar com paciência minha enfermidade.
Para cumprir o que recomendou a Santíssima Virgem, ofereço meus sofrimentos como penitência pela conversão dos pecadores".
Quando lhe faltava pouco para morrer, chegou um Bispo para visitá-la disse que estava a caminho de Roma, que santabernadete72.jpgescrevera uma carta ao Santo Padre para que lhe enviasse uma benção, e que ele a levaria pessoalmente. Bernadete, com mão estremecida, escreve: "Santo Padre, quanto atrevimento, que eu uma pobre irmãzinha escreva ao Sumo Pontífice. Mas o Senhor Bispo mandou que o fizesse. Peço uma benção especial para esta pobre doente". De volta da viagem, o Bispo trouxe uma benção especialíssima do Papa e um crucifixo de prata como presente do Santo Padre.
Em 16 de abril de 1879, estando muito mal de saúde e tendo apenas 35 anos, exclamou emocionada: "Eu vi a Virgem. Sim, a vi, a vi! Que formosa era!" E depois de alguns momentos de silêncio disse emocionada: "Rogai Senhora por esta pobre pecadora", e apertando o crucifixo sobre seu coração faleceu.
Uma imensa multidão assistiu aos funerais de Santa Bernadete. E ela começou a conseguir milhares de Deus em favor dos que lhe pediam ajuda. 30 anos mais tarde, seu cadáver foi exumado, e encontrado em perfeito estado de conservação, alguns anos depois, pouco antes de sua beatificação, efetuada em 12 de Junho de 1925, foi feito um segundo reconhecimento do corpo, que continua intacto.
Santa Bernadete foi canonizada em 8 de Dezembro de 1933. Seu corpo incorrupto ainda pode ser visitado no Convento de Nevers, dentro de um féretro de cristal. A festividade da Santa se celebra em 16 de Abril.
Fonte: http://www.acidigital.com/Maria/lourdes/bernardete.htm
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sábado, 25 de janeiro de 2014
Papa é o título dado ao Bispo e Patriarca de Roma


Papa é o título dado ao Bispo e Patriarca de Roma, supremo líder espiritual da Igreja Católica 

Apostólica Romana, e chefe do Estado da Cidade do Vaticano.

O primeiro Papa foi São Pedro, a quem Jesus Cristo disse: “Tu és Pedro e sobre esta pedra 

construirei a minha Igreja. A ti darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares na terra 

será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mateus, 16, 13-

20).

Como Pedro terminou seus dias em Roma, no seio da Igreja Romana, dando aí o seu supremo 

testemunho de amor a Nosso Senhor, derramando seu sangue por Cristo, os Bispos de Roma 

são sucessores de Pedro. Como Pedro, a missão deles é sempre recordar, custodiar e 

proclamar a experiência fundamental da nossa fé: Jesus morto e ressuscitado é o Cristo, o 

Filho do Deus vivo, o Salvador! O Papa dispõe, para os católicos, de autoridade religiosa em 

matéria de fé e moral. 

Seguir o Sumo Pontífice é a certeza de estar em comunhão plena com Cristo, por isso se diz 

que o Papa é fundamento visível da unidade.
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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
* “Uma criança pequena chorando na Missa é um sinal de que a igreja continua viva” !


“Uma criança pequena chorando na Missa é um sinal de que a igreja continua viva e continua com a sua missão de evangelizar às nações”, assinalou o sacerdote em Idaho Falls (Estados Unidos), Pe. José Ramírez, que explicou que o choro não é desculpa para não levar as crianças à Missa, e que os pais devem aprender a discipliná-los com paciência e respeitando a solenidade da celebração.
“Se não houver crianças na Missa de hoje, então onde estará a igreja de amanhã?  As crianças podem ir integrando-se à comunidade de fé,  e a princípio vai ser difícil”, expressou o Pe. Ramírez em seu artigo intitulado “As crianças na Missa” para o site da Diocese de Idaho.
O sacerdote advertiu que os pais deixam de levar os seus filhos à Missa porque têm medo de chamar a atenção, ou que “o padre vai chamar a atenção”, e também existem outros que “convenientemente” não vão com a desculpa que irão quando as crianças estiverem grandes e saibam comportar-se.
Os pais não se dão conta de que “estes anos na vida de uma criança são extremamente importantes para que possam ir descobrindo o que é a Missa, e possam ir modificando seu comportamento para participar ativamente” dela, exortou o Pe. Ramirez.
A forma como está estruturada a Missa “pode ser difícil para qualquer criança” indicou o presbítero, poderá levar tempo e dedicação aos pais e não será fácil, “mas com uma disciplina de fé e um bom exemplo a lição será bem aprendida”.
Recordou que enquanto se busca “manter a solenidade da Missa, por outro lado temos que ter um ambiente acolhedor para as famílias jovens. A solução não é dar licença para que tudo aconteça”, explicou que se deve educar desde pequenos com fé, paciência e sem ofender.  “Eu agradeço às famílias jovens que vêm à igreja apesar de terem várias crianças pequenas”.
O presbítero, ao contar a sua experiência de quando era criança, assegurou que “graças a Deus eu pude aprender a lição rápido, mas não quero imaginar o que teria acontecido se um sacerdote tivesse parado a Missa para me chamar a atenção, provavelmente não teria voltado na Igreja”.
Ressaltou a importância dos conselhos da família que “fui percebendo que a igreja não era um lugar para brincar, mas sim para rezar”.
Ao concluir escreveu as palavras do Senhor no Evangelho de São Mateus “Deixai vir a mim estas criancinhas e não as impeçais, porque o Reino dos céus é para aqueles que se lhes assemelham”.
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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
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S. SEBASTIAO MARTIR.jpg

Jovem e virgem, conhecido por sua alta posição social e militar, rapidamente
sua vida se tornou exemplo para a crescente comunidade cristã que
tomava conta do Império Romano pagão.
A imensa quantidade de brasileiros que ostenta o nome Sebastião permite imaginar o quanto aquele santo militar romano é admirado e venerado em nosso país, o que também ocorre em numerosas outras nações, especialmente do Ocidente. Crianças são batizadas com seu nome, paróquias o têm por padroeiro, igrejas o festejam como titular, bairros e cidades também a ele se viS. SEBASTIAO MARTIR.jpgnculam na devoção ao santo que é tido como padroeiro dos soldados, arqueiros e atletas, sendo muito invocado no combate às epidemias. A Cidade Maravilhosa, uma das mais conhecidas em todo o mundo, tem por nome oficial "São Sebastião do Rio de Janeiro" (assim como a importante arquidiocese ali sediada), uma homenagem ao santo cujo nome era ostentado pelo então soberano português reinante à época em que a localidade recebeu a nominação.
Quem foi, porém, São Sebastião? Os registros oficiais são escassos a seu respeito, o que não impede que dele possamos ter muitas informações que emanam da feliz e indissociável combinação entre a história e a piedade popular, e que permite retratar, ainda que não exatamente a realidade, ao menos (o que é o mais importante) o espírito da realidade com que um militar cristão, servindo no exército de um dos mais sanguinários imperadores romanos, ajudou numerosas almas a não enfraquecerem na fé, consolando-as e permitindo-lhes trilhar de cabeça erguida o caminho do Paraíso; ademais, ele próprio não deixou, no momento oportuno, de declarar-se cristão, dando o testemunho e servindo de exemplo a numerosos outros seguidores de Jesus que enfrentavam as perseguições da Era dos Mártires, como foi chamado o período de busca e morte aos fiéis conforme ordenado pelo sanguinário imperador Deocleciano.
Já antes do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo os romanos chamavam Mare Nostrum ("nosso mar") ao Mediterrâneo, uma vez que todas as terras por ele banhadas faziam parte do império. Foi em uma região costeira, na província da Gália, correspondendo à atual cidade de Narbonne (França), que Sebastião veio ao mundo. Sua família era de Milão (na atual Itália), e não era ele inclinado à carreira das armas, tendo-a seguido por causa do desejo de servir aos irmãos na fé, que sofriam as perseguições.
Sebastião desempenhou corretamente seus deveres como soldado, mas por baixo das vestes militares estava um verdadeiro cristão, e dentro de seu corpo pulsava um coração ardente de desejos de apoiar os perseguidos e ajudá-los a seguir o Divino Mestre, não só durante esta vida mas também quando se encontravam prestes a partir para a outra. Mantinha em segredo sua fé, como era comum entre os cristãos nas épocas de perseguição, pois assim podia ajudar os que dele precisavam, mas não tinha receio de perder seus bens ou sua própria vida.
Uma de suas ações apostólicas refere-se aos irmãos gêmeos Marcos e Marceliano, que haviam sido aprisionados em Roma, os quais eram visitados diariamente por Sebastião. Submetidos a chicotadas, apesar de serem membros de família de senadores, foram condenados à decapitação, tendo seus familiares obtidos do administrador romano, chamado Cromácio, um prazo para que se tentasse mudá-los quanto à opinião. Mantidos acorrentados na casa do escriba da prefeitura, Nicóstrato, eram submetidos a tentativas de convencimento por parte de seus pais, suas esposas e seus filhos ainda pequenos, além de amigos, mas quando estavam em risco de fraquejar foram as palavras de Sebastião que os reanimaram, as quais impressionou a todos que as ouviram.
Zoé, esposa de Nicóstrato, discernindo em Sebastião um homem de Deus, atirou-se aos seus pés e por gestos indicou-lhe a doença de que padecia: uma doença lhe fizera perder a capacidade de falar. Sebastião fez o sinal da cruz sobre a boca de Zoé e pediu em voz alta a Nosso Senhor Jesus Cristo que a curasse, e imediatamente ela recuperou a dicção e pôs-se a louvar aquele homem, acrescentando que acreditava em tudo o que ele acabara de dizer. Diante da cura da esposa, o próprio Nicóstrato lançou-se aos pés de Sebastião e pediu perdão por ter mantido os dois cristãos aprisionados, libertando-os em seguida e declarando que se sentiria feliz se viesse a ser aprisionado e morto em lugar deles. E os dois irmãos, naquele momento libertados, recusaram-se a abandonar a luta para a ela expor outra pessoa, firmando-se na fé ao ver a ação de Deus, que anulou todos os esforços feitos para fazê-los abandonar a Igreja, além de nela ingressarem os donos da casa em que estiveram aprisionados.
Nas horas que se seguiram, outras pessoas também abraçaram a fé cristã, sendo 68 o número de pessoas convertidas e batizadas por São Policarpo, ali chamado por Sebastião: Nicóstrato, sua esposa Zoé, toda a família de Nicóstrato, seu irmão Castor, o carcereiro Cláudio com dois filhos e sua esposa Sinforosa, o pai dos gêmeos, chamado Tranquilino, com sua esposa Márcia e seis amigos, as esposas dos gêmeos, e dezesseis outros encarcerados.
Sem saber os detalhes - pois houvera sido enganado - o prefeito de Roma, Cromácio, que havia concedido aos gêmeos o período de espera para que renunciassem à fé, chamou o pai de ambos, Tranquilino, determinando que eles oferecessem incenso aos deuses;Museu d'Art de Girona - Saint Sebastian (17th Century).jpgTranquilino então afirmou-se cristão, acrescentando que assim houvera sido curado de uma enfermidade da qual o prefeito também padecia. Cromácio disponibilizou dinheiro para conseguir a cura da enfermidade, arrancando de Tranquilino risos, tendo este assegurado que para ser curado bastaria recorrer a Cristo.
Após um instrutivo catecumenato, no qual foi explanada a superioridade da fé sobre a simples cura de sua doença, Cromácio e seu filho se tornaram também cristãos, permitindo que fossem quebradas mais de duzentas estátuas de ídolos que eram por eles adorados, bem como que fossem destruídos os instrumentos que eram utilizados para astrologia e outras práticas divinatórias. Porém não apenas aquele pai e seu filho se tornaram cristãos em sua casa, mas um total de 1.400 pessoas, incluindo escravos a quem deu a liberdade dizendo que os que passaram a ter Deus por pai não mais podiam ser escravos de um homem.
Diocleciano, tendo assumido o império romano, conservou Sebastião no posto, e lhe deu o cargo de capitão da primeira companhia de guardas pretorianos em Roma, depositando nele muita confiança.
Chegou, porém, o momento em que Sebastião afirmou-se cristão, depois de ter cuidado para que muitos trilhassem o caminho do Paraíso. Inconformado o imperador o enviou para a morte: foi preso a um tronco, e teve o corpo perfurado por flechas. Crendo-o morto, foi abandonado pelos que o supliciaram, mas uma piedosa viúva, que pretendia sepultá-lo com honras cristãs, encontrou-o vivo, tendo dele cuidado para que se recuperasse. Algum tempo depois, ei-lo apresentando-se a Diocleciano (que se surpreendeu ao vê-lo vivo), a quem censurou pela injustiça com que perseguia os cristãos, pois estes rezavam pelo império e por seus exércitos, mas eram supliciados como se fossem inimigos do estado.
O cruel imperador, obstinado em seus erros, mandou que Sebastião fosse imediatamente levado a um local próximo, onde foi morto a bordoadas. Foi sepultado na catacumba que atualmente leva seu nome, sobre a qual se ergue uma das sete principais igrejas de Roma, a Basílica de São Sebastião, na Via Appia. FONTES: Vida dos Santos, Padre Rohrbacher / Dix Mille Saints, Beneditinas de Ramsgate / Catholic of Saints, John Delaney
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sábado, 18 de janeiro de 2014
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Ó dulcíssimo Jesus, como estou envergonhado de me ver tão diferente de Vós! Mas jáque acolheis os maiores pecadores, quando se arrependem, fazei que de hoje em diante eu não seja mais assim.
Dai-me, ó Senhor, assim como fizestes com todos os pecadores arrependidos, um coração semelhante ao vosso. Dai-me um coração humilde, amante da vida oculta e Sagrado Coração de Jesus..jpgdesprezada, mesmo no meio das honras terrestres; um coração paciente, resignado em todas as contrariedades, por mais penosas que sejam; um coração pacífico, que guarde sempre uma inalterável paz com o próximo e consigo mesmo.
Dai-me um coração amantÓ dulcíssimo Jesus, como estou envergonhado de me ver tão diferente de Vós! Mas já que acolheis os maiores pecadores, quando se arrependem, fazei que de hoje em diante eu não seja mais assim.
Dai-me, ó Senhor, assim como fizestes com todos os pecadores arrependidos, um coração semelhante ao vosso. Dai-me um coração humilde, amante da vida oculta e desprezada, mesmo no meio das honras terrestres; um coração paciente, resignado em todas as contrariedades, por mais penosas que sejam; um coração pacífico, que guarde sempre uma inalterável paz com o próximo e consigo mesmo.
Dai-me um coração amante da oração, que goste de entregar-se freqüentemente a este santo exercício; e tenha só um desejo, o de ver Deus conhecido, amado e louvado por todas as criaturas; um coração ao qual nada desagrade, senão ver Deus ofendido; que nada odeie, senão o pecado; que não tenha outro desejo no mundo, senão o de promover a glória de Deus e a salvação do próximo.
Dai-me um coração reconhecido, que nunca se esqueça dos benefícios divinos e saiba sempre estimá-los devidamente; um coração forte e corajoso, que não tenha medo de mal algum e suporte tudo por amor do seu Deus; um coração benéfico para com todos os necessitados e cheio de compaixão pelas almas do Purgatório; por fim, um coração perfeitamente regrado, cujas alegrias e tristezas, repugnâncias e desejos, movimentos e aspirações sejam todos conformes com a vontade divina.
Numa palavra, dai-me, ó meu Jesus, um coração todo semelhante ao vosso. Fazei-o pelo amor de vossa e minha querida Mãe, Maria Santíssima. Amém. (Oração de São Clemente Maria Hofbauer, C.SS.R / Revista Arautos do Evangelho, Junho/2004, n. 30, p. 2)
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terça-feira, 14 de janeiro de 2014
O que acontece com a substância do pão e do vinho após a Consagração? Onde estão depois de ceder lugar ao Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo? Voltam ao nada?


Pe Rodrigo Alonso Solera Lacayo, EP.jpgPe. Rodrigo Alonso Solera Lacayo, EP
As perguntas destacadas acima foram feitas certa vez pelo Fundador dos Arautos do Evangelho, Mons. João Scognamiglio Clá Dias, EP, para incentivar que se escrevesse um artigo nesta revista sobre a transubstanciação. Mas respondê-las, conforme ele o fez naquela ocasião, não é fácil...
Diante dos mistérios sobrenaturais, nossa fé encontra, em geral, pontos de apoio dentro da ordem natural. No caso da Encarnação, por exemplo, a natureza humana de Jesus é uma porta que nos torna mais acessível a fé em sua natureza divina. É por este motivo que São Tomé, ao contemplar Jesus ressuscitado, “viu um homem e pela fé confessou a Deus, quando disse: ‘Meu Senhor e meu Deus’”.1 Contudo, tratando-se da Santíssima Eucaristia, nossa fé não encontra nenhuma referência natural nem palavras capazes de explicar convenientemente o milagre. Neste Sacramento não só a divindade de Cristo está escondida sob os véus de sua humanidade, mas também esta última se oculta sob os véus do pão e do vinho. Portanto, ao considerarmos qualquer aspecto da Eucaristia, devemos reconhecer que estamos, em certo sentido, perante o maior mistério da Fé!
À vista disso, procurar instruir-se mais sobre a transubstanciação não seria pretender explicar o inexplicável, explorar o inexplorável e compreender o incompreensível? Não seria melhor assumir uma atitude de “fé cega” como os Apóstolos, os quais creram na Eucaristia durante a Última Ceia sem entrar em pormenores doutrinários?
Essa foi a opinião de vários hereges. Contra a atitude deles, na aparência razoável, argumenta São Tomás: “Embora o poder divino opere neste Sacramento de uma maneira mais sublime e misteriosa do que pode a razão humana atingir, [...] deve-se envidar esforços para que seja excluída qualquer impossibilidade”. 2 Ademais, um estudo piedoso — conforme procuraremos fazer aqui, com a ajuda da graça — pode ser de sumo proveito para nossa vida espiritual, pois ilumina nosso entendimento, inflama nossa caridade e nos arma contra os erros que nos podem desviar a Fé.
I – Pressupostos filosóficos
Não se assuste, caro leitor, se primeiro consideramos alguns princípios tomados da filosofia. Este artigo não transmitirá uma avalanche de conceitos e definições! Só veremos os pressupostos estritamente necessários a partir de exemplos comuns.
A reflexão dos filósofos antigos sobre as mudanças na natureza
Uma das primeiras experiências de nossos sentidos é que neste mundo os seres estão em constante mudança. O próprio Divino Mestre apontou para um exemplo disso ao afirmar com incomparável beleza e simplicidade: “Considerai como crescem os lírios do campo” (Mt 6, 28).
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Basta abrir os olhos para comprovar que essas
duas teorias filosficas constituem,na realidade,
explicações unilaterais da natureza
Alguns dos antigos filósofos, analisando a natureza, concluíram que tudo está submetido a perpétuas alterações, nada permanece igual. Assim sintetizou Heráclito este ponto de vista: “De quem desce ao mesmo rio vêm ao encontro águas sempre novas”.3 Outros, como Parmênides, sustentaram a tese oposta: abandonaram o testemunho dos sentidos para afirmar que as mudanças neste mundo são meras aparências, tudo permanece sempre igual.
Ora, basta abrir os olhos para comprovar que essas duas teorias constituem, na realidade, explicações unilaterais da natureza. A solução equilibrada veio de Aristóteles, segundo o qual em toda transformação algo muda e algo permanece. E compreender o que muda e o que permanece, do ponto de vista filosófico, nos será indispensável para considerar a transubstanciação.
Os dois tipos de conversões no universo material
Ao analisarmos as mudanças nos seres em torno de nós, podemos constatar de que não são todas iguais.
De um lado, as coisas podem mudar sem deixar de ser o que são; por exemplo, uma maçã verde amadurece e continua sendo a mesma maçã. Este tipo de conversão é acidental porque a substância, aquilo que a coisa é (uma maçã) permanece igual; só os acidentes ou formas acidentais, isto é, suas características não essenciais (tamanho, cor, sabor, etc.), sofrem alterações.
De outro lado, há mudanças muitíssimo mais profundas e complexas, como a verificada numa árvore destruída num incêndio. Este segundo tipo de conversão é substancial, pois a árvore deixou de existir. Não obstante, ainda neste caso algo permanece. Com efeito, não é verdade que enquanto a árvore era consumida pelo fogo apareceram fumaça e cinza? Portanto, há uma continuidade, um elemento comum entre a substância da árvore, a da fumaça e a da cinza, e um elemento próprio que as distingue entre si.
O elemento comum e primeiro do qual estão constituídas todas as substâncias materiais — não só a árvore, a cinza ou a fumaça — denomina-se em filosofia matéria-prima. E aquilo que cada uma tem de essencial ou próprio, especificando a matéria-prima, chama-se forma substancial. Nas conversões substanciais permanece inalterada apenas a matéria-prima como ponto fixo sobre o qual mudam as formas substanciais e as acidentais.
Vejamos um exemplo com a finalidade de ilustrar estes conceitos:
O homem possui como forma substancial de seu corpo uma alma racional e espiritual, a qual o diferencia dos animais não racionais. Além disso, todo homem tem características particulares que podem variar de um para outro: altura, idade, peso, etc., porque a matéria-prima e a forma substancial sempre estão unidas para constituir uma substância, a qual por sua vez está unida a formas acidentais. Dentre os seres materiais, só o homem possui uma forma substancial capaz de existir separada do corpo, após a morte. O corpo, pelo contrário, em nenhum instante fica sem uma forma substancial, pois sua matéria-prima recebe outra forma tão logo se dá a separação com a alma, passando a ser um cadáver e depois pó, à espera da ressurreição e do Juízo Final. A alma humana é, pois, a exceção que confirma a regra, mas com matizes significativos... De fato, São Tomás observa que uma alma separada não pode ser chamada de pessoa, a tal ponto ela constitui uma unidade substancial com o corpo.4
Os princípios considerados nesta primeira parte nos serão indispensáveis a seguir, mas podemos adiantar que no singularíssimo milagre da transubstanciação acontece algo completamente diferente...
II – A doutrina da transubstanciação em São Tomás
É compreensível que algum dos pressupostos acima não tenha ficado inteiramente claro. Portanto, caro leitor, não se preocupe se tiver alguma dúvida! O tema é complexo, mas a proverbial clareza de São Tomás nos terminará por esclarecer tudo, permitindo-nos adentrar na maravilhosa doutrina da transubstanciação.
Duas heresias sobre a Santíssima Eucaristia
Segundo narra o Apóstolo Virgem, São João Evangelista, quando Nosso Senhor afirmou que sua Carne é verdadeira comida e seu Sangue verdadeira bebida, muitos de seus discípulos O abandonaram, por considerar duras e inaceitáveis essas palavras (cf. Jo 6, 50-66). E o Doutor Angélico equipara essa péssima reação à dos hereges que se insurgiram, desde então, contra o ensinamento da Igreja sobre a Eucaristia.5
Para eles, Nosso Senhor estaria neste Sacramento só de modo simbólico e figurativo, no sentido metafórico utilizado por São Paulo ao dizer que a pedra da qual Moisés fez brotar água no deserto era Cristo (cf. I Cor 10, 4). Tal como essa rocha foi um sinal das graças que fluiriam pela Redenção, a Eucaristia seria uma mera figura da ação de Nosso Senhor sobre as almas. A prova disso seria o fato de nossos sentidos não perceberem, após a Consagração, nenhum traço da presença d’Ele.
A tal alegação, São Tomás responde com clareza: “Que o verdadeiro Corpo e Sangue de Cristo estejam no Sacramento não se pode apreender pelo sentido, mas somente pela fé, que se apoia na autoridade divina”.6 E o Concílio de Trento definiu de forma categórica: “Se alguém negar que, no Sacramento da Santíssima Eucaristia, estão contidos verdadeira, real e substancialmente o Corpo e o Sangue, junto com a Alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo e, portanto, o Cristo inteiro, mas disser que estão apenas como que em sinal ou em figura ou na eficácia, seja anátema”.7
Vitória de São Tomás de Aquino sobre os hereges.jpg
"Vitória de São Tomás de Aquino sobre os
hereges" - Santuário de Santa Rosa de Lima, Lima
Outros autores, não ousando negar a presença real, sustentaram que a substância do pão e do vinho permanece após a Consagração, junto com o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor. Segundo estes, assim como a natureza humana de Jesus foi assumida pela divina do Verbo, na Encarnação, o Verbo Se uniria hipostaticamente à substância do pão e do vinho na Eucaristia!
A eles responde o Doutor Angélico: “Deus uniu a sua divindade, isto é o poder divino, ao pão e ao vinho, não para que eles permaneçam neste Sacramento, mas para que o poder divino faça deles seu Corpo e Sangue”.8 A Santa Igreja confirmou mais tarde esta doutrina, condenando a opinião contrária: “Se alguém disser que, no sacrossanto Sacramento da Eucaristia, permanece a substância do pão e do vinho juntamente com o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, [...] seja anátema”.9
A substância do pão e do vinho é aniquilada?
Refutados esses erros, alguns autores defenderam a seguinte tese: depois da Consagração, a substância do pão e do vinho se reduziria a uma matéria preexistente, mas sem especificar qual seria!
Analisada sob qualquer prisma, esta tese é absurda. Se eles aludiam à matéria-prima, é impossível que a substância do pão e do vinho seja reduzida a esse estado. Conforme vimos, a matéria-prima só pode existir unida a uma forma substancial e com acidentes. E se referiam a qualquer outro tipo de matéria, como é possível que nossos sentidos não a percebam no altar?
Outro erro ainda foi ventilado: a substância do pão e do vinho voltaria ao nada. A isto responde São Tomás com candura e bom senso, frutos de sua piedade: “Parece impossível também que a substância do pão volte totalmente ao nada. Com efeito, muito da natureza corporal criada teria já voltado ao nada pelo uso frequente deste mistério. E não convém que, neste Sacramento de Salvação, alguma coisa seja reduzida ao nada pelo poder divino”.10
Mas, então, o que acontece com a substância do pão e do vinho? Retomemos as perguntas feitas no início do artigo, desta vez com mais pressupostos para respondê-las. Para isso, vejamos como a substância do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo se torna realmente presente na Santíssima Eucaristia.
A um passo de solucionar a questão...
Como pode um objeto passar a estar num lugar onde antes não se encontrava?
Se numa bela manhã caminhamos por um jardim e nos deparamos com cinza no chão, a qual não estava aí no dia anterior, como explicar sua presença nesse local? A experiência nos mostra que isso só é possível por uma mudança de lugar ou pela conversão de outra coisa em cinza. Em outros termos, ou ela foi levada até lá, ou uma parte do jardim foi consumida pelo fogo, transformando-se em cinza.
Pois bem, sabemos que pelas palavras da Consagração o Corpo, Sangue, Alma e divindade de Nosso Senhor começam a estar onde antes só havia pão e vinho. Mas isso se verifica por uma mudança de lugar? O Doutor Angélico responde negativamente expondo três argumentos:
Primeiro, Nosso Senhor deixaria de estar no Céu cada vez que se celebrasse uma Missa, pois começar a estar num lugar novo implica deixar o anterior. Segundo, seria impossível celebrar Missas em diversos lugares ao mesmo tempo, pois uma mudança de lugar não pode terminar simultaneamente em locais diferentes. Por fim, qualquer mudança de lugar leva tempo para realizar-se, e a Consagração do pão e do vinho se verifica no último instante em que são pronunciadas suas respectivas fórmulas; se a Consagração se verificasse aos poucos, sob alguma parte da hóstia estariam ao mesmo tempo o Corpo de Cristo e a substância do pão, e no vinho estariam seu Sangue e a substância do vinho. Ora, isso não é possível acontecer, como foi explicado acima.
Mas, poder-se-ia objetar, estes argumentos não se aplicam ao Corpo glorioso de Nosso Senhor. Na realidade, porém, nem os Anjos, de natureza puramente espiritual, são capazes de estar em vários lugares ao mesmo tempo.11 Além disso, embora o corpo glorioso seja agilíssimo, não se move de modo instantâneo, precisa sempre passar pelos locais intermediários para ir de um lugar a outro.12
Portanto, uma vez que na transubstanciação não ocorre mudança de lugar, podemos concluir com segurança que a conversão é a única via para explicar a presença real na Eucaristia: “Resta, pois, afirmar que o verdadeiro Corpo de Cristo começa a estar neste Sacramento ao se converter a substância do pão na substância do Corpo de Cristo, e a substância do vinho na substância do seu Sangue”.13
O singularíssimo milagre da transubstanciação
Como vimos na primeira parte, há duas espécies de conversões naturais. Nas acidentais, a substância permanece inalterada e só as formas acidentais sofrem alguma modificação; por exemplo, quando a água fria se torna quente pela ação do calor. E nas substanciais só permanece inalterada a matéria-prima, a qual, unida a uma nova forma substancial, constitui outra substância; por exemplo, quando alguém come uma fruta, esta deixa de ser um alimento e passa a fazer parte do corpo de quem a comeu.
Cibórios e galhetas contendo pão e vinho antes da transubstanciação.jpg
Pelas palavras da Consagração o Corpo,
Sangue, Alma e divindade de Nosso
Senhor começam a estar onde antes
só havia pão e vinho
Assim, as modificações naturais, quer acidentais quer substanciais, constituem uma conversão de forma, ou seja, uma transformação. Porém, a conversão da substância do pão no Corpo de Nosso Senhor, e da substância do vinho no seu Sangue, é realizada de um modo totalmente diverso. Com efeito, pelas palavras da Consagração, toda uma substância — com sua matéria-prima e forma substancial — se converte em toda outra substância, permanecendo apenas os acidentes da primeira. Por isso, “esta conversão não é formal, mas substancial. Não se classifica entre as diversas espécies de movimento natural, mas pode-se chamar com o nome apropriado de ‘transubstanciação’”.14
Em contraste com as transformações substanciais, na transubstanciação não procede um novo ser, e sim uma Pessoa preexistente: Nosso Senhor Jesus Cristo, Deus e Homem verdadeiro, nascido de Maria Virgem. Por isso, transformar um pedregulho numa águia é nada em comparação ao milagre operado na Consagração! Embora só Deus seja capaz de transformar em águia um pedregulho, essa conversão seguiria o curso das transformações naturais, nas quais uma matéria-prima recebe outra forma substancial e novos acidentes. Só se o pedregulho fosse convertido numa catedral preexistente, por exemplo, de maneira a ela estar contida inteira sob as aparências do minúsculo seixo, teríamos uma imagem mais aproximada da conversão eucarística.
O Doutor Angélico demonstra com um belíssimo argumento o caráter singular e admirável da transubstanciação: “Esta conversão, porém, não se assemelha às conversões naturais, mas é totalmente sobrenatural, realizada unicamente pelo poder de Deus. Daí, Ambrósio dizer: ‘É claro que a Virgem gerou além da ordem da natureza. E o que consagramos é o Corpo nascido da Virgem. Portanto, por que procuras no Corpo de Cristo a ordem da natureza, uma vez que foi além da natureza que a Virgem deu à luz o próprio Senhor Jesus?’. E a respeito do texto de João: ‘As palavras que Eu vos disse’, a saber sobre este Sacramento, ‘são espírito e vida’, Crisóstomo explica: ‘São palavras espirituais, nada têm de carnal nem seguem uma lógica natural, mas são livres de toda necessidade terrestre e das leis que regem aqui em baixo’”.15
Assim, a substância do pão e do vinho não permanece na Eucaristia, nem se reduz a outro tipo de matéria e também não volta ao nada. Conforme o definiu o Concílio de Trento, “pela Consagração do pão e do vinho realiza-se uma conversão de toda a substância do pão na substância do Corpo de Cristo, Nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância de seu Sangue. Esta conversão foi denominada, convenientemente e com propriedade, pela Santa Igreja Católica, transubstanciação”.16
Um pormenor de particular importância
Na maioria das vezes, só mencionamos ao longo deste artigo que o Corpo de Nosso Senhor está neste Sacramento sob as espécies do pão, e seu Sangue sob as espécies do vinho. Ora, não está Ele presente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade tanto numas quanto nas outras?
De fato, Cristo está inteiro neste Sacramento. Contudo, cada uma das partes d’Ele se encontra de dois modos diversos: pela virtude do Sacramento ou por concomitância natural. Explica o Doutor Angélico: “Pela força do Sacramento, está sob as espécies sacramentais aquilo em que diretamente se converte a substância do pão e do vinho anteriormente existente. Isso vem significado pelas palavras da forma, que são eficazes neste e nos outros Sacramentos, por exemplo, quando se diz ‘Isto é o meu Corpo’, ‘Este é o cálice do meu Sangue’. Por uma concomitância natural, está presente neste Sacramento o que realmente está unido àquilo em que termina a conversão”.17
Menino Jesus.jpg
Singular e admirável milagre: durante a
Missa Nosso Senhor, por assim dizer,
nasce sacramentalmente sobre o altar
Portanto, sob as duas espécies se encontram o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor. Mas em virtude do Sacramento estão respectivamente o Corpo e o Sangue sob as espécies do pão e do vinho; o restante está nas duas espécies por concomitância natural.
III – Nossa piedade diante deste singular e admirável milagre
Quando, doravante, estiver próximo da Consagração numa Missa, lembre-se, caro leitor, desta sublime verdade: você presenciará o milagre que mais faz estremecer a ordem do universo. “A mudança do pão no Corpo de Jesus e do vinho em seu Sangue abala toda a natureza. À voz de Moisés, o Mar Vermelho suspendeu suas ondas; à voz do sacerdote, a natureza suspende suas leis, os milagres sucedem-se em cadeia uns aos outros, o mundo é como que sacudido pelo incrível prodígio da Consagração; e para manter a ordem em meio a essa gigantesca comoção, é necessário um poder maior, em certo sentido, que o poder de criar”.18
Na transubstanciação, com efeito, há aspectos mais extraordinários do que na criação, pois nesta só é complexo explicar como pode algo ser tirado do nada. E por um aparente paradoxo, enquanto o poder de criar seres do nada é exclusivo de Deus, Nosso Redentor concede a seus ministros, pela ordenação sacerdotal, a potestade de consagrar o Santíssimo Sacramento.19
Qualquer um de nós daria a vida para contemplar a Anunciação do Arcanjo São Gabriel a Nossa Senhora e a Encarnação do Verbo. Sem dúvida, também daríamos a vida para ver o Menino Jesus nos braços virginais de Maria Santíssima, na Gruta de Belém. Entretanto, não deveria ser menor nosso desejo de assistir, durante a Missa, ao singular e admirável milagre pelo qual Nosso Senhor, por assim dizer, nasce sacramentalmente sobre o altar, derramando sobre nossas almas as mais copiosas graças e bênçãos divinas: “Este Jesus vós O amais, sem O terdes visto; credes n’Ele, sem O verdes ainda, e isto é para vós a fonte de uma alegria inefável e gloriosa, porque vós estais certos de obter, como preço de vossa fé, a salvação de vossas almas” (I Pd 1, 8-9)
 (Fonte: Revista Arautos do Evangelho, Dezembro/2013, n. 144, p. 18 à 24)
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